
Citação:
O “elefante blanco” do filme homônimo de Pablo Trapero é a estrutura fantasmagórica do que seria o maior hospital da América Latina, cuja construção foi aprovada em 1937 e iniciada em 1938. O projeto nunca foi concluído e agora é o lar de milhares de párias que vivem entre escombros, ratos, poluição, doença, crime, rixas mortais dos traficantes.
O Elefante blanco de Trapero, centrado no trabalho árduo de dois padres de favela e uma assistente social, é uma viagem pelo inferno urbano. Ao contrário da enxurrada de discursos políticos a que somos submetidos diariamente, Elefante blanco expõe os fatos: um país do Terceiro Mundo jogando com o estado de bem-estar social, mas na realidade lutando para se manter à tona. Nenhum outro projeto social abortado poderia ter um impacto tão visível e poderoso quanto o elefante blanco, prova palpável de que nem todos têm as mesmas possibilidades de alcançar a mobilidade social e pensar em um futuro melhor.
Em uma paisagem social tão sombria, porém, sempre há um grupo de crentes e lutadores. Na ficção de Trapero, são os padres católicos Julian (Ricardo Darin) e Geronimo (Jeremie Renier), além da assistente social Luciana (Martina Gusman). Estruturado como uma narrativa clássica, Elefante blanco é uma jornada emocional, começando com dois epigramas emocionantes: um close de uma ressonância magnética realizada em Padre Julian e Padre Gerônimo escapando de um massacre na Amazônia.




1,53 GB | 1:47:19 | 696×296 | AVI
Idioma:Espanhol
Legendas:Inglês, Espanhol