Citação:
N'Dala, um dos órfãos da guerra de 30 anos que devastou o seu país, é trazido para a capital de Angola por missionários. Ele prefere fugir da freira que cuida dele, jogar-se nas ruas cheias de delírios, o que afetará a infância do menino.
Seu passado trágico é atravessado por pessoas. Um menino mais velho, Zé, vê o famoso personagem de Pepetela, o menino-guerreiro N'Gunga, em N'Dala. Zé tenta ajudá-lo a sobreviver na cidade, mas leva N'Dala a um destino inevitável. À beira-mar, longe da ruína da cidade geral, vive um velho pescador que traz ao menino muitas histórias do oceano. Mas continuamente, N'Dala prefere correr... Sobreviventes e párias em meio aos escombros, Joka e Rosita vão abraçar N'Dala em seu próprio mundo.
Hollow City foi escrito pensando no confronto entre dois períodos históricos diferentes: os tempos de aventura da revolução angolana e a turbulência generalizada que se seguiu nos anos 80. Somos testemunhas da perda irreversível de um sonho.
Nesta história, estes dois períodos – um de grandes expectativas, outro de realidade implacável – são representados por duas crianças: N'Gunga (a personagem interpretada por Zé na peça de teatro) e N'dala (a criança órfã de guerra e refugiada). N'Gunga é um símbolo dos tempos revolucionários. Uma criança corajosa, consciente da necessidade de mudar o mundo e fazer com que os adultos elevem seu nível de consciência. N'Dala, uma criança órfã e refugiada de guerra, é arrastada para um mundo sem futuro, governado apenas pela decadência e pela luta pela sobrevivência. A história de N'Dala é bastante comum na atual Angola.
Maria João Ganga
Na Cidade Vazia é o primeiro longa-metragem dirigido pela angolana Maria João Ganga. O filme é um dos primeiros a serem produzidos em Angola desde o fim da guerra civil, e o primeiro filme produzido por uma mulher angolana.
Idioma(s):Português
Legendas:En hardsubs








