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As Armas e o Povo (1974-1975) DVD - legendas em português
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Não sei meu cep
51º Aniversário... OU... Em cópia restaurada com selo da Cinemateca Portuguesa-Museu do Cinema: No dia 1 de Maio de 1974, uma semana após a revolução de 25 de Abril, dez equipas
de cinema vieram para a rua com o intuito de cobrir a enorme manifestação que nesse
dia teve lugar (tratava-se do primeiro 1 de Maio comemorado em liberdade desde há
muito), e que funcionou também como confirmação, se tal era ainda preciso, do
sucesso do golpe que derrubara 48 anos de ditadura. A iniciativa do filme partiu do
Sindicato Nacional de Profissionais de Cinema, que solicitara (ou exigira) ao IPC a
criação de possibilidades que permitissem a essas tais dez equipas fazer um trabalho
cuja importância histórica se afigurava inegável. Uma olhadela pela ficha técnica
mostra imediatamente o poder mobilizador que a ideia exerceu, podendo dizer-se que
a referida ficha constitui (quase...) um “who’s who” do cinema português desses anos.
A todos esses nomes portugueses juntou-se ainda o de Glauber Rocha, como que
atestando o impacto e o interesse alcançados pela revolução portuguesa a nível
internacional. As Armas e o Povo foi o filme que resultou dessa conjunção de esforços.
Naturalmente, num filme com estas características, a montagem adquire um papel
fundamental, uma vez que à diversidade das imagens recolhidas é preciso impor uma
estrutura organizativa unificadora, tarefa ainda mais importante quando se trata de um
filme rodado sem qualquer espécie de guião. Digamos, portanto, que As Armas e o
Povo não estava ainda decidido nem determinado no momento em que as câmaras
pararam. Com o material filmado, as hipóteses de estruturação eram mais que muitas,
e com ele diversos As Armas e o Povo poderiam ser concebidos. Optou-se então por conjugar o material recolhido nesse 1° de Maio com outras imagens referentes aos acontecimentos do dia 25 de Abril anterior, utilizadas também como suporte de uma voz “off” que assegura a narração e a “explicação” da situação que se vivia antes do golpe de estado e dos novos rumos que agora se abriam. Podemos então reconhecer três elementos fundamentais na estrutura de As Armas e
o Povo: uma “retrospectiva” dos acontecimentos de 25 de Abril, o registo da
manifestação do 1° de Maio, e as entrevistas feitas por Glauber Rocha durante essa
manifestação. É da articulação entre estas três “fontes” que, finalmente, nasce o filme.
No entanto, não será completamente errado sugerir um quarto elemento, de
importância igual ou mesmo superior, visto que “engole” os outros elementos. Trata-se
da voz “off”, cujo comentário é sempre gerador de um sentido que não se limita a
sublinhar e a “explicar” as imagens que vemos e que, para além disso, impõe uma
interpretação que limita (dir-se-ia que “controla”) o poder das imagens e que lhes
define o discurso. O maniqueísmo do tom desse comentário (As Armas e o Povo não
pode, a essa luz, deixar de ser visto como uma obra de propaganda, mais ou menos
assumida) representa assim um dos principais entraves ao alcance “documental” do
filme. O facto de o filme enveredar por uma espécie de “didactismo ideológico” preso ao
momento que se atravessava acaba no entanto por ser, paradoxalmente, um dos
maiores pontos de interesse quando se vê, hoje, o filme. No fundo, algo de
semelhante se passa com a generalidade dos filmes de propaganda. Quando vemos
hoje um filme como A Revolução de Maio, por exemplo, não pensamos nele
enquanto “documento de uma época” mas enquanto “visão oficial” de um determinado
tempo, com um valor documental, sobretudo no plano ideológico, derivado desse
preciso facto. Ou seja, se no filme de António Lopes Ribeiro não víamos Portugal tal
como era, víamos Portugal tal como o regime queria que ele fosse visto. Se bem que
diametralmente oposto, quer a nível ideológico quer a nível formal, As Armas e o
Povo é um filme que pertence a essa mesma categoria, e por onde passam, de forma
imediata, as ideias de uma época. E é por estar tão fortemente agarrado à sua época,
por estar tão “datado”, que As Armas e o Povo é hoje, com todas as limitações já
apontadas, um filme extremamente interessante. Até porque, no contexto festivo em
que o vamos ver, fica bem recordar o tom e o estilo dos tempos de euforia
revolucionária... (Luís Miguel Oliveira).
Título Original: As Armas e o Povo
Ano de Lançamento: 1974/75
Direção: Trabalhadores da Actividade Cinematográfica (Acácio de
Almeida, José de Sá Caetano, José Fonseca e Costa, Eduardo Geada, António
Escudeiro, Fernando Lopes, António de Macedo, João Moedas Miguel, Glauber Rocha,
Elso Roque, Alberto Seixas Santos, Artur Semedo, Fernando Matos Silva, João Matos
Silva, Manuel Costa e Silva, LUÍS Galvão Teles, António da Cunha Telles, António-Pedro
Vasconcelos)
País de Produção: Portugal
Idioma: Português
Duração: 82 min.
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