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“Hipnótico” é a melhor palavra para descrever Favula, o mais recente trabalho do diretor Raúl Perrone, que vem com uma recomendação de ninguém menos que Apichatpong Weerasethakul – embora ele tenha usado o epíteto mais parecido com Joe, “felicidade”. Um tanto quanto um segredo fora de sua Argentina natal, Perrone fez mais de 30 filmes e, nos últimos anos, reinventou seu cinema, olhando para o passado e, ao fazê-lo, apontando para o futuro. Destacando-se de qualquer outro filme feito este ano, com sua estética mágica feita à mão, Favula lembra Méliès, ou Fritz Lang mudo, mas ao mesmo tempo evoca uma estética recente silenciosa e encenada como Independencia, de Raya Martin. Vagamente baseado em uma fábula africana e filmado empregando técnicas de retroprojeção, os eventos simples de Favula ocorrem principalmente em uma casa isolada e em uma selva próxima: a vida de uma família marginal é interrompida pela chegada de uma adolescente. Em cima das imagens minimalistas e pulsantes, Perrone sobrepõe uma trilha sonora maximalista que engloba tanto os sons da selva quanto a música não-diegética (canções contemporâneas indeléveis que apareceram em seu último trabalho, a ópera cumbia punk P3ND3JO5). O resultado é um universo mítico totalmente único de perigo, paixão e magia.
Idioma(s): Nenhum
Legendas:Inglês, Espanhol








