ENTREGA GARANTIDA
ENVIAMOS PARA TODO O BRASIL
- 24 horas - Todos os Dias - Inclusive Feriados
ou Cadastre-se
Entrar
Aqui você encontra: filmes não lançados no mercado nacional, domínio público e produções independentes.
Precisa do(s) filme(s) com legendas em português e a informação diz que as
legendas estão em outro idioma? Avise-nos que tentaremos as legendas em português.
Busque por título, ano, país, gênero e/ou diretor
Amantes do cinema cult, clássico, cinéfilos, colecionadores, pesquisadores e estudantes em geral. Filmes com legendas em português. Um cardápio cinematográfico para quem possui um requintado paladar.
ENVIAMOS PARA TODO O BRASIL
MAIS DE 10 FORMAS DE PAGAMENTO
PARCELAMENTO
SUA COMPRA PROTEGIDA
Osama (2003) Siddiq Barmak DVD - legendas em Francês, Holandês, Alemão, Italiano, Inglês
Postagem em dois dias úteis
mais informações
Postagem em dois dias úteis
mais informações
As combinações acima não possuem estoque.
Só temos 31 em estoque. Adicionamos todos em seu carrinho. Compre logo antes que acabe!
por: R$ 15,00
Quantidade
+
-
Adicionar ao Carrinho
Frete e prazo
Frete e prazo
calcular
Não sei meu cep
Os filmes têm pouco mais de um século. Imagine se pudéssemos ver filmes de séculos anteriores – registros de escravidão, o Grande Incêndio de Londres, a Peste Negra. “Osama” é como um filme de muito tempo atrás. Embora tenha lugar no Afeganistão, documenta práticas tão cruéis que é difícil acreditar que tais ideias tenham circulação no mundo moderno. O que mostra é que, sob a mão de ferro do Talibã, a desculpa do “respeito” pelas mulheres foi usada para condená-las a uma vida de torturas físicas e psíquicas desumanas. Nenhuma sociedade que ama e respeita as mulheres poderia tratá-las dessa maneira.
A heroína do filme, Osama (Marina Golbahari) é uma pré-adolescente em uma casa sem homem. Sob as regras do Talibã, as mulheres não devem sair de casa sem um acompanhante masculino, ou aceitar empregos, então Osama, sua mãe e sua avó estão condenadas a se esconder dentro de casa e passar fome, a menos que amigos ou parentes tragam comida. Eles não. Por fim, a avó sugere que Osama corte o cabelo e se aventure em busca de trabalho, fingindo ser um menino.
Esta história é contada em um contexto maior de sadismo institucional contra as mulheres. Uma cena de abertura mostra mulheres de burca azul fazendo uma manifestação – elas querem o direito de aceitar empregos – e sendo atacadas por soldados que começam com canhões de água e eventualmente começam a atirar nelas. Obviamente Osama está arriscando sua vida para se aventurar neste mundo, e logo ela está em apuros: ela é arrancada de seu trabalho e enviada para uma escola para doutrinar jovens nos caminhos do Talibã.
Lá é apenas uma questão de tempo até que seu sexo real seja descoberto. A punição de um juiz é reveladora: essa criança se torna uma das muitas esposas de um velho sujo, um mulá que mantém suas jovens como prisioneiras. Com isso, Osama sai levemente; outra mulher no filme é enterrada até o pescoço e apedrejada por... bem, por se comportar como uma pessoa normal em uma sociedade civilizada.
O filme toca algumas das mesmas notas de “Baran” (2001), um filme iraniano sobre um caso de amor tácito entre um jovem trabalhador iraniano e um imigrante afegão que é uma menina disfarçada de menino. O filme não é tão trágico quanto “Osama”, em parte porque o Irã é um país onde atitudes esclarecidas e humanistas estão lutando lado a lado com os velhos e difíceis caminhos. Mas em ambos os casos o público ocidental percebe que ser mulher em tal sociedade é arriscar se tornar uma forma de escrava.
O que é notável é a bravura com que os cineastas estão contando essa história filme após filme. Considere “Duas Mulheres” (1999), de Tahmineh Milani, que brevemente a levou à prisão sob ameaça de morte. Ou o angustiante “The Circle” (2000), de Jafar Panahi, mostrando mulheres sem homens tentando sobreviver na atual Teerã, onde elas não podem trabalhar legalmente, ou parar em qualquer lugar, ou estar em qualquer lugar, exceto dentro e fora de vista. As verdadeiras armas de destruição em massa são... homens.
Quem irá ver “Osama?” Não sei. Afinal, existe aquele novo filme de Adam Sandler, e é um charme. E “The Lost Skeleton of Cadavra” está abrindo, para os fãs de campy trash. Eu não estou colocando eles para baixo. As pessoas trabalham duro por seu dinheiro e, se querem se divertir, é um direito delas. Mas corajosos cineastas islâmicos dissidentes estão arriscando suas vidas para contar a história da perseguição às mulheres, e é uma história que vale a pena conhecer e lamentar. Neste país Janet Jackson descobre o peito e causa um escândalo bobo. O Talibã a teria apedrejado até a morte. Se você colocar essas coisas em contexto, o caso Jackson começa a parecer uma afirmação da civilização ocidental.
Idioma(s):Legendas Pushto
:Francês, Holandês, Alemão, Italiano, Inglês
PRODUTOS RELACIONADOS
Antes da Revolução / Prima della Rivoluzione (1964) Bernardo Bertolucci DVD - legendas: francês e inglês
R$ 15,00